Resgate da memória da ferrovia do Rio de Janeiro e dos lugares por onde ela passa. Histórias, curiosidades e sua importância no cotidiano carioca.
SAUDAÇÃO
Bem-vindos amigos! Saudações ferroviárias!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
domingo, 10 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Dia do Ferroviário
Este é o texto que oficializa o dia 30 de abril como o "Dia do Ferroviário". A Lei é de autoria da Deputada Estadual Myriam Rios, ex-atriz e ex-esposa do cantor Roberto Carlos, considerada ferrenha ferroviarista!
Myriam Rios recebe dos descendentes do Barão de Mauá, Eduardo André e Francisca Chaves, os Marqueses de Viana, o título de Grande Benemérita da Sociedade Memorial Visconde de Mauá.
Ano passado, tive a honra de representar os funcionários da Supervia, no lançamento do selo "Central do Brasil", no Dia do Ferroviário em 30 de abril de 2011.
Selo Central do Brasil lançado no 30 de abril de 2011, Dia do Ferroviário.
HINO DOS FERROVIÁRIOS
Esse hino era cantado todos os dias pelos estudantes da Escola Silva Freire. Os ex-alunos da escola, Eduardo Farias, o "Shaulin", Supervisor de Circulação e Jurandy Casaes, Técnico de Manutenção Mecânica, confirmam. Conseguimos a letra do hino num esforço de pesquisa do também Técnico de Manutenção Mecânica, Carlos Medeiros.
terça-feira, 20 de março de 2012
TRIBUTO 'AS MKs
Minha origem na ferrovia como maquinista foi nas Locomotivas Diesel-Elétricas. Em 1987, eu e meus companheiros ( muitos ainda trabalhando juntos até hoje ), ingressamos na CBTU - Companhia Brasileira de Trens Urbanos e fomos lotados na antiga ORT-6, no Depósito de Máquinas de São Diogo - Rio de Janeiro, onde fomos apresentados àquelas locomotivas que naquela época já contavam com mais de três décadas de serviços prestados à nossa ferrovia. Aprendemos desde o início que as Locomotivas receberam o apelido de "Canadense", identificando sua origem e que também eram conhecidas como "MK" mas esta sigla ninguém conseguiu nos explicar. O fato é que aquele nosso entusiasmo inicial fez aguçar nossa curiosidade em saber de onde vem o termo "MK" e apresentar a importância da nossa Locomotiva no passado e no presente em vários estados do Brasil e também em outros países como nos Estados Unidos e em Portugal. Até hoje tenho um carinho muito especial por esse tipo de trabalho da Tração.
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| Interior do antigo Depósito de Máquinas de São Diogo. Ao fundo, quadro de controle geral de MK. De pé, nosso primeiro instrutor na ferrovia, o Sr. Alcedilo Leal. |
Mas o que significa a sigla MK?
A Estrada de Ferro Central do Brasil ( EFCB ) adquiriu entre 1945 e 1952 as Locomotivas modelo RS-1 de 1000 HP e RS-3 de 1600 HP para alavancar o transporte de passageiros de longo percurso e que através dos anos foram destinadas aos serviços de manobras e manutenção. As empresas que forneceram essas Locomotivas para o Brasil foram a American Locomotive Company ( ALCO ), dos Estados Unidos, criada em 1901, em trabalho conjunto com a General Eletric ( GE ), fundada em 1878, ambas de Schenectady, New York. A ALCO construiu os Motores-Diesel e a GE ficou responsável pelos Motores de Tração e pelos Geradores. Seguindo uma linha expansionista a ALCO adquiriu em 1904 a empresa Locomotive & Machine Company of Montreal, do Canadá, em 1904, surgindo neste país a Montreal Locomotive Works ( MLW ) que na época da fabricação das ALCO RS-3, formou uma parceria com a empresa MK Company ( Morrison - Knudsen Company ). A MK Co. era uma das maiores empresas de projetos e de infra estrutura dos Estados Unidos, nasceu da parceria dos empresários Harry Morrison e Morris Knudsen, iniciada quando os dois trabalharam juntos na construção do Canal de New York em 1905. A empresa cresceu e abraçou outros segmentos, inclusive o setor ferroviário, tornando-se líder mundial em construções atuando em cerca de 60 países. Daí vem o termo "MK" para as nossas Locomotivas.
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| Logotipo da ALCO-GE |
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| Antiga placa de bronze das locomotivas da MLW |
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| Logotipo da MK Company |
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| Morrison, o "M" da MK |
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| Knudsen, o "K" da MK |
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| Turma de construtores de locomotivas da MK Company, Canadá, década de 1950 |
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| Vagão de lastro da Morrison-Knudsen na atualidade, Estados Unidos |
Especificações técnicas da RS-3
ESTADOS UNIDOS
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| Circulando pela High Line ( Linha Elevada ) em New York, década de 1950. Ao fundo o Empire State. |
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| Abastecimento e manutenção, 1967 |
Delaware & Hudson
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| Pátio de manobras da New York Central |
PORTUGAL
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| Locomotiva da Empresa Ferrovias e Construções S.A. em serviço na cidade de Santarém, Portugal |
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| Cabine de comando da RS-3 da empresa Ferrovias e Construções S.A. |
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| Locomotivas da empresa Somafel - Engenharia e Obras Ferroviárias na cidade de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal |
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| A Sofamel tem sede na cidade de Porto Salvo |
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| Placa da ALCO-GE numa Locomotiva da Sofamel |
BRASIL
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| ALCO RS-3 fazendo o " Trem Cata-Jeca" em Minas Gerais |
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| Em Minas Gerais recebeu o curioso apelido de "Rabo Quente " |
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| ALCO RS-3 da empresa SPA Engenharia na Ferrovia Norte-Sul em Tocantins |
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| Em 2008, Lula e Sarney na inauguração de um trecho da Ferrovia Norte-Sul que liga o Tocantins ao Maranhão |
SÃO PAULO
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| antiga Companhia Paulista |
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| Companhia Paulista de Trens Metropolitanos ( CPTM ) |
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| É uma ALCO RS-3 que traciona o Expresso Turístico da CPTM que parte da Estação da Luz para Jundiaí, Mogi das Cruzes e Paranapiacaba |
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| Aspecto da Estação da Luz antes da partida do Expresso Turístico |
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| Antiga MK 7125 nas Oficinas de Locomoção do Engenho de Dentro na década de 1980. Hoje é onde está localizado o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão. |
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| MK 7125 na passagem de nível entre a Locomoção e a parte inferior da Estação Engenho de Dentro. Esta passagem ficava ao lado do Museu do Trem. |
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| Comboio de MKs no Engenho de Dentro, 1982 |
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| MK de prontidão no antigo Desvio 18, pátio de DPII - 1984 |
| Na Serra das Araras |
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| Trecho na Serra |
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| Uma Locomotiva modelo RS-1 no pontilhão da oficina de Deodoro, década de 1970 |
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| Comboio de MKs na Linha A em DPII em 1993 'a caminho de Barão de Mauá |
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| Em Barão de Mauá |
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| MK 7115 e carro de passageiros da Central Logística em Barão de Mauá |
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| Painel de controle da MK 7115 |
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| Duas MKs em Deodoro |
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| MK e vagões de manutenção de Rede Aérea |
| MKs 7120 e 7121 em resgate da Manobreira nº 7 do Arará para Barão de Mauá. Equipes da Supervia, MRS e Associação Fluminense de Preservação Ferroviária. |
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| Deodoro. Reboque do novíssimo Trem Chinês em 2012 |
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